Primeira Unidade de Produção Fotovoltaica no Entroncamento destinada à operação ferroviária

Ambiente e Sustentabilidade
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A nova infraestrutura terá 5 MWp de potência, baterias e uma produção estimada de 8 GWh de energia renovável por ano. A energia produzida poderá representar cerca de 30% do consumo da Subestação do Entroncamento. A iniciativa integra o programa da Infraestruturas de Portugal que prevê atingir 50 MWp de potência fotovoltaica instalada em quatro anos.

A Infraestruturas de Portugal (IP) está a preparar a instalação de uma Unidade de Produção Fotovoltaica (UPF) no seu Complexo Logístico do Entroncamento, destinada à produção de energia para a operação ferroviária.

O projeto, atualmente em fase de contratação, e com um preço base de 10 milhões de euros, constitui o primeiro projeto da nova estratégia de produção solar da IP e integra uma ambição de, num horizonte temporal de quatro anos, atingir uma meta de 50 MWp de potência instalada, com uma produção anual estimada que poderá representar cerca de 25% das atuais necessidades de energia da operação da rede ferroviária e contribuir para uma redução de emissões de gases com efeito de estufa estimada em cerca de 16.800 toneladas de CO₂eq por ano.

Esta estratégia está suportada num estudo de potencial fotovoltaico, desenvolvido por equipa multidisciplinar da IP, que avaliou o potencial de diferentes áreas do domínio público ferroviário e identificou os locais com condições mais favoráveis para a instalação de unidades de produção de energia solar. O objetivo é transformar terrenos atualmente sem utilização em ativos de produção de energia, contribuindo para uma infraestrutura ferroviária mais resiliente, autónoma e sustentável.

A UPF do Entroncamento constituirá, assim, o primeiro projeto da nova estratégia da empresa para desenvolver produção própria de energia solar fotovoltaica destinada à operação ferroviária, nomeadamente à tração elétrica de comboios de passageiros e de mercadorias.

A futura Unidade de Produção Fotovoltaica (UPF) do Entroncamento permitirá testar e consolidar soluções operacionais, que poderão ser replicadas na expansão de novas unidades de produção renovável, privilegiando localizações e terrenos sob gestão da IP e próximos de subestações de tração ferroviária.

A concretização deste programa capacita a IP de produção própria de energia renovável para a operação ferroviária, reduzindo a dependência da aquisição de eletricidade nos mercados energéticos, mitigando a exposição à volatilidade dos preços e contribuindo para uma maior previsibilidade dos custos de utilização da energia por parte dos operadores ferroviários.

Constitui igualmente um contributo relevante para a concretização dos objetivos nacionais de descarbonização, bem como para o cumprimento das metas estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 84/2022, de 9 de dezembro, que determina a utilização de energia proveniente de fontes renováveis, para vários setores dos transportes, incluindo o ferroviário que no ano 2030 deverá ter uma quota de 100% de energia renovável. 

Com este investimento, a IP reforça assim o seu compromisso com a transição energética, a descarbonização da economia e o cumprimento dos objetivos nacionais e europeus em matéria de incorporação de energia renovável, afirmando a ferrovia como um dos pilares de uma mobilidade mais sustentável em Portugal.

Sustentabilidade IP

Relatório de Sustentabilidade 2025 da IP