O investimento de 82,5 milhões de euros será realizado em Vila Verde, entre os concelhos de Vinhais e Bragança. A via terá uma extensão de cerca 4 km e incluirá duas ligações à atual EN103.
A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou o concurso público para a construção da nova Variante à EN103, em Vila Verde, no troço entre Vinhais e Bragança. O valor do investimento é de 82,5 milhões de euros.
O concurso enquadra-se na RCM n.º 69/25, de 20 de março, que estabelece uma estratégia nacional de investimento para melhorar as acessibilidades a áreas de acolhimento empresarial e reforçar a capacidade da rede rodoviária.
A Variante terá uma extensão de cerca de 4 km e incluirá duas ligações à atual EN103, no início e no final do traçado. A intervenção contempla ainda a construção de duas obras de arte especiais: um viaduto sobre o Vale de Cabrões e um viaduto sobre o Vale do Tuela.
Este projeto visa melhorar as condições de circulação e de acesso das populações a serviços essenciais, bem como reforçar a acessibilidade às atividades económicas da região. O traçado desenvolve-se no concelho de Vinhais, atravessando as freguesias de Vinhais, Vila Verde e a União das freguesias de Soeira, Fresulfe e Mofreita.
A nova variante complementa a requalificação já concluída na EN103 entre Vinhais e Bragança, inaugurada em dezembro de 2025, que permitiu melhorar os níveis de conforto e segurança rodoviária, reduzir tempos de percurso e disponibilizar uma infraestrutura com elevados padrões de qualidade ao serviço das populações e das empresas do nordeste do país.
A requalificação foi executada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência — Componente C7, cujo investimento foi de 16,9 milhões de euros.
IP sublinha progresso das intervenções e reforço da coesão territorial
A sessão de lançamento do Concurso Público para a construção da nova Variante à EN103 contou com a presença do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Fernandes, e do presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz.
Durante o evento, Miguel Cruz referiu que a apresentação deste projeto “acontece num momento em que a IP e os autarcas têm um conjunto de prioridades relacionadas com as situações de emergência causadas pelas recentes intempéries”. Ainda assim, garantiu que “há outros trabalhos em curso que vão continuar, de acordo com as prioridades previamente estabelecidas”.
O responsável enquadrou esta intervenção no conjunto de prioridades rodoviárias assumidas pela IP há um ano, no âmbito da RCM n.º 69/25, de 20 de março, salientando que “47% dos investimentos estão em fase de estudo e projeto, 17% em contratação, 8% correspondem a obras em curso e 28% a estudos em lançamento”. O dirigente reforçou ainda "a importância destes projetos para a coesão territorial".
Ministro destaca trabalho da IP, avanço das obras e impacto no desenvolvimento regional
O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, deixou uma palavra de reconhecimento à Infraestruturas de Portugal, na pessoa do seu presidente, estendendo esse agradecimento a toda a equipa. Classificou como “notável” o trabalho desenvolvido e destacou “os homens e as mulheres talentosas que constituem o corpo de recursos humanos” da empresa, sobretudo num contexto exigente marcado por intempéries severas.
O governante sublinhou ainda que cerca de 90% das estradas afetadas já se encontram intervencionadas, estando os restantes casos, mais complexos, em fase de resolução, com meios no terreno e intervenções devidamente planeadas e orçamentadas.
O ministro destacou ainda o progresso registado em diferentes frentes, nomeadamente na execução de obras no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na implementação das medidas da RCM n.º 69/25 e na resposta aos impactos das intempéries em todo o território.
“É um dia muito importante, não só pela entrada em funcionamento da primeira fase, que já estava a ser utilizada, mas sobretudo pelo lançamento do concurso da segunda fase. Trata-se de uma obra fundamental, estruturante, há muito desejada e aguardada. A sua conclusão permitirá melhorar significativamente os acessos, criar uma nova centralidade e contribuir para a fixação de populações. Nesse contexto, será determinante para a economia, o desenvolvimento e a projeção do concelho”, afirmou.