Para garantir a resposta a estes eventos extraordinários que tiveram impacto praticamente em todos os pontos da rede ferroviária e rodoviária, a Infraestruturas de Portugal mobilizou todas as suas equipas e prestadores de serviço.
No conjunto das redes rodoviária e ferroviária nacionais foram registadas mais de 4.200 ocorrências, tendo já sido reaberta a quase totalidade da infraestrutura sob gestão da empresa.
Para garantir a resposta a estes eventos extraordinários que tiveram impacto praticamente em todos os pontos da rede ferroviária e rodoviária, a Infraestruturas de Portugal (IP) mobilizou todas as suas equipas, e prestadores de serviço, tendo o dispositivo atingido, cerca de cerca de 2.000 operacionais, 622 viaturas, 13 limpa-neves e 31 equipamentos ferroviários pesados.
A IP mantém uma média de cerca de 200 intervenções diárias no terreno, assegurando operações contínuas de desobstrução, reparação de infraestruturas, estabilização de taludes, reposição de sistemas de sinalização e restabelecimento das condições de segurança e circulação, tanto na rede rodoviária como na rede ferroviária, garantindo uma resposta permanente e atual às necessidades de recuperação.
Durante este período, marcado por precipitação muito significativa e persistente e ventos fortes, foi dada prioridade absoluta à garantia da segurança das pessoas, ao restabelecimento das condições de mobilidade no mais curto espaço de tempo e à proteção dos ativos estratégicos. No âmbito da resposta às ocorrências registadas, destaca-se o trabalho incansável das nossas equipas, cuja prontidão, dedicação e coordenação foram determinantes para a intervenção rápida e eficaz em toda a rede.
“Num período particularmente exigente, todas as equipas da Infraestruturas de Portugal deram mostras de um verdadeiro espírito de serviço público. Mais do que vestirem a camisola da IP, vestiram a camisola de Portugal. Esse compromisso com o interesse coletivo, com a segurança das pessoas e com a continuidade da mobilidade nacional é aquilo que melhor define a nossa atuação”, sublinha o presidente da IP, Miguel Cruz.
Destaca-se igualmente o esforço desenvolvido pelos inúmeros prestadores de serviços da IP, cujo espírito de missão e profissionalismo se revelaram muito relevantes para a mitigação dos impactos verificados.
Regista-se igualmente o contributo relevante de múltiplas entidades, designadamente dos municípios que, independentemente das respetivas competências, prestaram apoio, sob diversas formas, na resolução de ocorrências na rede viária. Importa ainda sublinhar a atuação das forças de segurança, dos corpos de bombeiros e das autoridades de proteção civil, cuja articulação no terreno foi essencial para assegurar uma resposta célere e eficaz.
Enquanto empresa pública responsável pela gestão de infraestruturas essenciais à mobilidade nacional, a IP manifesta a sua solidariedade para com as populações afetadas e reconhece o papel das autarquias territorialmente competentes, bem como das demais entidades envolvidas, na proteção de pessoas e bens em circunstâncias particularmente exigentes.
Rede Rodoviária: resposta ampla, situações residuais complexas
Na rede rodoviária nacional sob gestão da IP, com cerca de 13.000 km, foram registadas, desde 21 de janeiro, 3.632 ocorrências no Centro de Controlo de Tráfego, incluindo cortes e condicionamentos de troços, danos em pavimentos, instabilidade de taludes, deslizamentos de terras e quedas de árvores.
Foram registados 336 cortes temporários de estrada, encontrando-se atualmente ativos 44 troços (cerca de 1,21% do total), dos quais 36 correspondem a situações de natureza estrutural e oito a condicionamentos conjunturais. Durante este período foram ainda recebidas mais de 15.000 chamadas.
Para assegurar a resposta na rede rodoviária foram mobilizados, em média, 1.500 operacionais, 550 viaturas e 13 limpa-neves, tendo sido aplicadas 1.641 toneladas de massas betuminosas, 8.491 toneladas de pedra e 630 toneladas de sal-gema. A grande maioria da rede encontra-se reaberta. Os troços ainda condicionados concentram situações de maior complexidade geotécnica, encontrando-se em curso intervenções provisórias e planeamento de obras estruturais. Algumas reconstruções, em particular na zona Oeste do distrito de Lisboa e em vários concelhos da zona Centro, exigirão intervenções mais prolongadas, em função da dimensão e complexidade técnica dos danos.
Rede Ferroviária: estabilização progressiva com os Principais Eixos Ferroviários em serviço e intervenções estruturais em curso
Entre 28 de janeiro e 15 de fevereiro foram registadas 633 ocorrências na rede ferroviária nacional, das quais 532 já foram resolvidas pelas equipas de manutenção da IP. Numa primeira fase, os danos resultaram sobretudo dos ventos fortes, com incidência na infraestrutura de catenária. Posteriormente, a precipitação intensa provocou inundações da via, com particular impacto na Linha do Norte e no Ramal de Alfarelos, bem como deslizamentos de taludes, queda de blocos, assentamentos da plataforma ferroviária e danos em estações e coberturas.
Persistem algumas interrupções ou condicionamentos de circulação, dependentes da execução de intervenções estruturais e da verificação rigorosa das condições de segurança.
Destaca-se a situação na Linha do Oeste, onde a reposição integral do serviço está dependente de análise detalhada em curso, dada a gravidade dos danos registados. Merece igualmente referência o encerramento da Linha do Douro, adotado por prudência face às características específicas das encostas ao longo do traçado e a Linha da Beira Baixa, onde os estragos significativos estão em avaliação. Em sentido inverso, a Linha da Beira Alta foi a que registou menor número de ocorrências.
Na rede ferroviária foram mobilizados 405 operacionais, 72 viaturas ligeiras e de mercadorias e 31 equipamentos pesados.
Da emergência à reconstrução: estratégia estruturada de recuperação
Ultrapassada a fase de resposta imediata e estabilizada a maioria das situações críticas, a IP desenvolve a sua atuação agora em duas dimensões complementares: o restabelecimento das condições de exploração, incluindo a intervenção em pavimentos fortemente degradados pela intensa pluviosidade e a recuperação funcional dos sistemas ferroviários afetados, e a reconstrução de infraestruturas, através de intervenções estruturais de maior complexidade técnica, ajustadas à natureza e dimensão dos danos identificados.
A Infraestruturas de Portugal continuará presente em todas as frentes, mantendo ação constante no terreno, monitorizando as áreas críticas e acompanhando a evolução da situação, reafirmando o seu compromisso com a segurança dos utilizadores e com a recuperação célere, segura e sustentada das redes rodoviária e ferroviária nacionais.
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