Referência maior do design e das artes plásticas em Portugal, deixa uma marca duradoura em estações, onde a sua obra estará sempre acessível ao público.
O designer e artista plástico José Manuel Santa Bárbara faleceu no passado dia 28 de abril, deixando uma obra marcante no design e nas artes plásticas em Portugal. Parte significativa desse legado permanece integrada no património ferroviário nacional, em estações onde a arte dialoga com a arquitetura e a vivência quotidiana dos passageiros.
Referência incontornável do design português, José Manuel Santa Bárbara assinou diversas intervenções artísticas em contexto ferroviário, concebidas para integrar o espaço público e reforçar a ligação entre cultura e mobilidade.
Na estação do Pragal destaca se a sua obra azulejar, sobre a qual escreveu: “No Pragal não houve lugar para dúvidas quanto à utilização dos painéis de azulejo de cerâmica”, definindo a como “uma forma de escrita muito imperiosa, muito nossa, algo com que estávamos habituados a conviver”.
Já na estação de Entrecampos, sobressai uma intervenção escultórica pensada para dialogar com o movimento e a experiência quotidiana dos passageiros. Sobre esse projeto, o artista afirmou que o seu objetivo foi “construir alguma coisa que não destruísse a obra que o arquiteto Carlos Roxo tinha projetado para o local”.
Entre o fluxo diário de pessoas, comboios e espaços urbanos, a obra de José Manuel Santa Bárbara continua presente nas estações ferroviárias portuguesas, contribuindo para que a ferrovia seja também um lugar de cultura, identidade e memória coletiva.